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Inglaterra aposta até em Viagra para mostrar que uma Copa é decidida nos detalhes


Uma Copa do Mundo é decidida pelo talento, mas também por uma infinidade de detalhes invisíveis para o torcedor. Em um torneio equilibrado, qualquer vantagem pode fazer diferença, e foi justamente por isso que ganhou repercussão a informação de que a seleção da Inglaterra poderá utilizar Viagra como parte da preparação para enfrentar a altitude da Cidade do México.

Embora seja conhecido pelo tratamento da disfunção erétil, o medicamento, cujo princípio ativo é a sildenafila, também dilata os vasos sanguíneos dos pulmões, facilitando a circulação do sangue e o transporte de oxigênio em grandes altitudes. O remédio não está na lista de substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidoping (WADA).

Mas o Viagra é apenas uma das ferramentas utilizadas pelas seleções. Os departamentos de performance investem em ioga, meditação, protocolos de sono, alimentação específica e recuperação muscular para extrair o máximo rendimento dos atletas.

Um dos exemplos é Erling Haaland, principal estrela da Noruega, adversária do Brasil neste domingo. O atacante já revelou que faz da meditação parte da sua rotina para melhorar o foco e manter o equilíbrio mental antes das partidas.

A alimentação também entra nessa estratégia. O suco de beterraba, rico em nitratos naturais, é utilizado por diversos atletas porque favorece a dilatação dos vasos sanguíneos. Em grandes altitudes, onde a circulação de oxigênio é mais comprometida, isso ajuda o sangue a fluir com mais eficiência, reduzindo a fadiga e melhorando a resistência física.

No futebol de alto rendimento, nada é deixado ao acaso. Entre ioga, meditação, suco de beterraba e até o uso de medicamentos para combater os efeitos da altitude, fica claro que uma Copa do Mundo também é vencida nos pequenos detalhes que quase nunca aparecem durante os 90 minutos de jogo.



Jornal de Brasilia

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