SÃO PAULO, 26 Jun (Reuters) – O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, apoiado principalmente nas ações de bancos, enquanto Braskem (BRKM5) figurou novamente na ponta negativa, reflexo de preocupações de investidores sobre a situação financeira da petroquímica.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,76%, a 173.295,14 pontos, acumulando um ganho de 2,95% na semana. Na máxima do dia, chegou a 173.964,44 pontos. Na mínima, registrou 171.123,94 pontos.
O volume financeiro somou R$24,16 bilhões.
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Na visão do responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, o principal motivo que explica o movimento nesta semana na bolsa é a reprecificação na curva de juros.
Ele destacou que o mercado “ficou mais tranquilo” após declarações de autoridades do Banco Central nos últimos dias, incluindo do presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, esclarecendo comunicações recentes da autoridade monetária.
O comunicado e a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC incutiram dúvidas entre agentes financeiros sobre o horizonte relevante para a atuação da política monetária.
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Mas Galípolo enfatizou na quinta-feira que não há nenhum tipo de mudança na condução da política monetária.
“Além disso, a queda no preço do petróleo e o IPCA-15 abaixo do esperado aumentaram a chance de novas quedas na taxa de juros no Brasil”, pontuou. “O mercado voltou a precificar um novo corte de 0,25 ponto percentual na próxima reunião (do Copom).”
Pedroso ponderou, contudo, que uma melhora consistente só virá com o retorno do fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira. “Por enquanto, o investidor externo continua saindo do mercado local, então essa melhora me parece algo pontual.”
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De acordo com dados da B3, o saldo de capital externo na bolsa está negativo em quase R$8,4 bilhões em junho até o dia 24 (excluindo IPOs e follow-ons).
No cenário externo, o norte-americano S&P 500 fechou praticamente estável.
DESTAQUES
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• ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) subiu 1,29%, em pregão forte no setor, com BRADESCO PN (BBDC4) fechando em alta de 1,7%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) encerrando com elevação de 1,45%, e SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) avançando 0,57%.
• PETROBRAS PN (PETR4) caiu 1,01% e PETROBRAS ON (PETR3) cedeu 1,17%, minadas pela queda do petróleo no exterior, onde o barril sob o contrato Brent fechou em baixa de mais de 4%.
• VALE ON (VALE3) terminou com decréscimo de 0,65%, mesmo em dia de alta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) fechou o pregão do dia com elevação de 0,81%.
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• BRASKEM PNA (BRKM5) recuou 8,36%, no segundo pregão seguido de queda forte. A petroquímica disse nesta sexta-feira que obteve decisão favorável da Justiça para a suspensão por 60 dias da cobrança de dívidas por determinados credores financeiros, um dia após iniciar processo de mediação e protocolar pedido de tutela de urgência cautelar para assegurar uma proteção temporária durante as negociações. Ainda na quinta-feira, analistas do Citi cortaram a recomendação das ações para venda/alto risco.
• SABESP ON (SBSP3) avançou 2,42%, em pregão positivo para o setor de serviços de utilidade pública, com o índice do segmento da B3 subindo 1,53%. Analistas do Bradesco BBI também elevaram nesta semana recomendação das ações da companhia para compra, com preço-alvo de R$73, citando expectativas positivas após a privatização, principalmente a entrada da Equatorial (EQTL3) como acionista de referência.
• SLC AGRÍCOLA ON (SLCE3) cedeu 0,98%, após subir 2% na máxima do dia. A companhia e a Bom Futuro Agrícola, dois dos maiores grupos produtores de grãos e oleaginosas do Brasil, afirmaram nesta sexta-feira que exerceram o direito de preferência para aquisição das mesmas terras do Bloco Mato Grosso, do Grupo Radar, por R$1,85 bilhão.
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