Estava saindo da minha academia no Leblon, ainda ofegante do treino, quando recebi a ligação de um amigo que trabalha numa gravadora carioca. Ele soltou a bomba: Fábio Jr. tinha acabado de prestar uma homenagem babona a Bonnie Tyler, dois dias depois da morte da cantora, aos 75 anos, em Faro, Portugal. E veio de brinde um detalhe que ninguém tinha puxado até agora: o affair do anel de ouro que os dois teriam vivido lá atrás.
A parceria nasceu em 1987, quando a gravadora resolveu aproximar Bonnie do público brasileiro com aquela faixa. Ela vivia o auge internacional, embalada por hits como “Total Eclipse of the Heart”, e topou o dueto sem imaginar que o assunto ia voltar quase quarenta anos depois. Em entrevista ao Estadão em 2022, durante a turnê de 50 anos de carreira, ela descreveu Fábio como um homem lindo que a presenteou com um anel de ouro cravejado de pedras, admitindo que nem lembrava mais o nome da música. A repórter Thaíse Ramos, que assina a matéria original no Estadão, resgatou a história completa nesta sexta.

No Instagram, Fábio postou fotos de bastidor raras, uma delas com Bonnie sentada no colo dele, e fechou o texto com o bordão que virou marca registrada: “Brigadúúú”. Para quem acompanha o perfil de 2,9 milhões de seguidores, usar o trejeito característico dele até num momento de luto é declaração de identidade. Os comentários encheram rapidinho de fã relembrando a música e página de fofoca repostando o carrossel em minutos.

Enquanto isso, aqui no Rio, a cidade nem piscou. Da Gávea ao Baixo Leblon, todo mundo comentava o post entre um espresso e outro, e eu, sinceramente, morrendo de vontade de saber o que aconteceu com aquele anel de ouro. Fábio Jr. sabe fazer homenagem, mas também sabe, com a mesma competência, manter uma boa lenda viva.
