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Exclusivo! Entrevistamos Alê Costa, que revela ingresso social, pirâmide e segredos do Cacau Park


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Faltando menos de 1 ano e meio para abrir suas portas, de acordo com o cronograma oficial, o Cacau Park segue em ritmo acelerado de obras. Programado para ser inaugurado em dezembro de 2027, o parque temático da Cacau Show já está com várias estruturas prontas e em fase de testes, como a montanha-russa do modelo Ghost Rider, que promete ser a montanha-russa de lançamento mais alta e rápida da América Latina.

Nesta semana, o Melhores Destinos visitou o Cacau Park, em Itu, a cerca de 90 km de São Paulo, para dar uma olhada nas obras e bater um papo com Alê Costa, CEO da Cacau Show e idealizador do parque.

O empresário nos recebeu no novo escritório do parque, que se destaca pela grande maquete do Cacau Park e também pelas salas de reunião tematizadas. Vimos, inclusive, a imagem de alguns personagens que vão estar no parque, mas isso ainda é um segredo que nos pediram para não contar.

Essa é a segunda vez que visitamos o Cacau Park. A primeira foi em agosto do ano passado, quando a Ghost Rider recebeu a montagem de seu último trilho. Confira a seguir como foi nossa entrevista com Alê Costa.

Faz quase um ano que estive aqui no parque e já deu para perceber que muita coisa mudou. O que aconteceu nesse último ano?

As obras estão andando muito bem. A ansiedade para abrir no próximo ano é grande. Estamos trabalhando praticamente 24 horas por dia, sete dias por semana. É uma obra muito grande. As pessoas que veem os vídeos ou vêm visitar o local não têm ideia da dimensão do projeto. É realmente muito maior do que parece.

Hoje estamos com quase 750 pessoas trabalhando diretamente na obra. Além disso, há cerca de 1.500 pessoas trabalhando fora do canteiro, em serralherias e outros lugares. Estamos trabalhando muito forte para entregar aquilo com que nos comprometemos: abrir o parque no final do ano que vem. Está tudo caminhando e vai dar tudo certo.

Vamos falar das atrações agora. Você soltou um spoiler em um vídeo dizendo que haverá um restaurante dentro da pirâmide. O que o público pode esperar dela?

A gente pretende fazer um show dentro da pirâmide, um dinner show. Queremos criar uma experiência em que as pessoas assistam ao show e também possam jantar durante a apresentação, com uma refeição mais estruturada, com entrada, prato principal, sobremesa e toda essa experiência integrada ao espetáculo.

Ainda estamos elaborando muitos detalhes. Inclusive, recentemente estivemos no México para visitar uma pirâmide que estamos reproduzindo praticamente em escala real. Fomos até lá justamente para observar todos os detalhes. À noite, acontece um espetáculo muito bonito na pirâmide, com projeções. Nós também teremos projetores aqui. Esta parte da Aventura Maia já está pronta, e as obras estão andando de forma importante”.

Nota do editor: a pirâmide do Cacau Park é uma réplica da estrutura maia de Chichén Itzá. O parque vai contar com 37 pontos de alimentação, e o restaurante da Pirâmide não será a único com show.

Das atrações que já foram divulgadas, qual é o seu xodó?

Honestamente, o meu é o Fly Theater. Desde a primeira vez que fui ao Soarin’, no Epcot (da Disney) onde conheci esse tipo de atração, fiquei completamente apaixonado, porque é muito imersivo. Você entra, aí você faz as curvas, tem o cheiro, tem o vento, tem o calor, tem o frio. É muito imersivo.

Nota do editor: o Soarin’ Across America, versão atualmente em cartaz no Epcot, é um simulador que leva os visitantes a sobrevoar diferentes cenários e cidades dos Estados Unidos.

Mas é como perguntar para mim qual chocolate eu prefiro. Gosto de todos! Mas tem dia que quero um chocolate mais intenso, outro dia prefiro um ao leite, outro dia quero um branco. No parque acontece a mesma coisa. Cada pequeno detalhe me encanta. Cada pequeno detalhe que vai sendo instalado me deixa animado. Ontem mesmo colocaram algumas cercas e começaram o paisagismo em uma área. Eu ficava pedindo fotos o tempo inteiro para acompanhar.

Olha onde a gente está agora, por exemplo. Esta é a sala de reuniões da área Maia. Daqui a pouco, vou colocar os aromas que escolhemos para cada ambiente. Cada sala de reunião representa uma região do parque e tem uma identidade própria. Aqui, por exemplo, o aroma é mais de Maia, mas amadeirado, lembra carvalho, fumaça, cinzas. Já a sala da Madame Ganache tem uma identidade completamente diferente, inspirada na Europa, com uma fragrância mais floral. Então, as salas de reunião do escritório do parque são tematizadas, têm aroma, você percebe que a gente realmente está aqui para fazer algo de muita qualidade.

E essa mesma filosofia vai estar presente nas áreas do parque? Quando o visitante entrar em um novo mundo, não vai perceber apenas uma mudança visual, mas muitos outros detalhes. Ou seja, cada área vai ter uma identidade própria?

Com certeza. Cada atração tem também a assinatura, a música diferente, o tipo de iluminação. A gente está aqui para tentar entregar para o brasileiro aquilo que a gente entregou com chocolate lá atrás.

A Cacau Show foi fundada há 38 anos. O brasileiro não tinha acesso a chocolate de qualidade artesanal por um preço acessível. Custava muito caro. E o que eu introduzi no mercado, com uma equipe incrível me ajudando, com uma visão de mundo de que qualidade e preço podem andar juntos… Fazer produtos com baixa qualidade baratos, com alta qualidade caros, é menos complexo do que fazer com alta qualidade com preço justo, entendeu?

Prédio do Fly Theater, na Aventura Maia

Falando nisso, já dá para falar um pouco sobre o preço dos ingressos? O público pode esperar algo mais próximo dos parques brasileiros ou de algo como a Disney?

Ainda é muito cedo para definir. Hoje ainda estamos fechando o investimento total do projeto. O mercado também influencia bastante nessa decisão. Hoje a Disney é 200 dólares, que é R$ 1.000. Certamente não estamos pensando nem perto disso.

Ainda temos alguns cenários sendo estudados. Ao longo do ano que vem, vamos falar bastante sobre esse assunto, ainda é cedo para anunciar qualquer valor. Mas posso dizer que em uma quarta-feira do mês teremos um ingresso social, mais barato que os outros.

A gente viu aqui nas salas que o parque terá personagens próprios. Esses personagens vão estar presentes nas atrações?

Vão. Ainda não podemos revelar exatamente como isso vai acontecer, mas eles terão um evento específico de apresentação e farão parte da experiência do parque.

Tudo foi pensado com muito storytelling. Queremos contar histórias. O objetivo é encantar as pessoas durante toda a visita, com certeza será incrível.

Aproveitando esse assunto dos personagens, hoje a Cacau Show faz muitas parcerias com outras marcas. Na Páscoa, por exemplo, vocês já tiveram Looney Tunes, Scooby-Doo, Harry Potter e outras franquias. Existe a possibilidade de algum desses personagens aparecer no parque? Um brinquedo das Meninas Superpoderosas, por exemplo?

Hoje a Cacau Show tem produtos tematizados que pagamos IPs de outras empresas, e temos os nossos próprios personagens, como os Chocomonstros, Chocobichos, a Bella e vários outros que estamos desenvolvendo.

O parque será a casa desses personagens. Então, hoje, não está nos nossos planos ter esse custo extra para ter outros personagens, o parque é o lugar onde a manifestação dos nossos personagens vai acontecer. É a casa deles.

Falando um pouco sobre os hotéis: serão dois hotéis com perfis diferentes, certo?

Na verdade, serão três, um com 300 quartos para os funcionários que vão vir do Brasil e da América Latina, que a gente tem certeza que vai ter gente de fora trabalhando aqui. A gente vai fazer acordos com as universidades, de turismo, de hotelaria e tal, para a turma vir trabalhar com a gente, estagiar aqui com a gente.

Além disso, teremos dois hotéis para os visitantes. Um deles terá aproximadamente 720 quartos e o outro terá cerca de 300 quartos.

Os dois serão da marca Bendito Cacao. Assim como acontece hoje nos nossos hotéis, o Bendito Cacao Resort & Spa, em Campos do Jordão, é mais voltado para casais, descanso e relaxamento. Já o Bendito Cacao Family Resort, em Águas de Lindóia, é um hotel totalmente voltado para famílias, com quartos temáticos.

Vamos seguir essa mesma lógica aqui. O hotel maior, de 720 quartos, será inspirado no conceito do Family Resort. O menor seguirá uma proposta mais próxima do Resort & Spa.

Os hotéis para visitantes estão sendo construídos de frente para o parque, um ao lado do outro

E a ideia é entregá-los com a abertura do parque?

Esse é o nosso planejamento, nossa expectativa é inaugurar os hotéis com o parque. Os dois (de visitantes), certamente. O terceiro ainda depende de alguns detalhes finais, mas existe uma boa possibilidade de que também esteja pronto.

Só para finalizar: ainda existem surpresas que não foram divulgadas? Há atrações que o público ainda não conhece?

Ainda temos muita coisa para divulgar. Muitos nomes das atrações estão começando a aparecer. Por exemplo, muita gente fala na Ghost Rider, mas esse não é o nome da atração. O mesmo acontece com a Mad House. Também não será esse o nome oficial.

Neste momento, estamos finalizando toda essa definição. Os nomes fazem parte do storytelling do parque, há um universo inteiro para ser explorado. Quem acompanha as obras — como vocês fazem muito bem — acaba descobrindo algumas coisas antes, porque determinadas estruturas ficam visíveis e o público começa a comentar. Mas ainda temos muitas novidades para revelar até a inauguração.

Veja também: Visitamos o Cacau Park e conhecemos detalhes de um simulador inédito na América Latina. Veja fotos!





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