PUBLICIDADE

Egito vence Austrália nos pênaltis e escala sua história em Copas


O Egito quase frustrou a empolgada massa que era maioria no AT&T Stadium antes de obter a maior conquista da seleção em uma Copa do Mundo. O time empatou com a Austrália por 1 a 1 e, com 4 a 2 nos pênaltis, está nas oitavas de final do Mundial, após sair na frente e quase ceder uma virada, mas se recuperar para atingir o feito histórico.

A vitória mostrou que os egípcios podem sonhar alto. Depois de vencer pela primeira vez em Copas, ainda na fase de grupos, o time renovou sua marca de melhor campanha, em uma história que começou pelo alto, com cabeceio de Emam Ashour.

É curioso que, na véspera da partida, o técnico Hossam Hassan tenha sido questionado quatro vezes durante a entrevista coletiva sobre como lidar com o jogo físico dos australianos, fortes e altos. “Maradona não era o mais alto. Messi também não. Tudo bem. Vamos jogar futebol, não rúgbi”, disse em uma das respostas.

A média de altura do time australiano é de 1,83m, apenas dois centímetros a mais que a do Egito. O que não dá para precisar é o tamanho da queda para a Austrália, que nunca venceu uma partida em mata-mata de Copa do Mundo, e mantém a escrita. Assim como é imensurável o tamanho do sonho egípcio.

Mohamed Salah tentou impedir as penalidades, buscando desequilibrar no fim da prorrogação. Ele não conseguiu. Nos pênaltis, as vaias egípcias fizeram diferença. Dois australianos desperdiçaram. Quem vestia vermelho foi perfeito.

COMO FOI O JOGO ENTRE AUSTRÁLIA E EGITO

As duas seleções começaram o jogo em tentativas de se impor. Isso deixou o campo aberto e criou a expectativa por gols. Cristian Volpato quase a cumpriu aos cinco minutos, com um chute colocado na entrada da área.

O Egito acertou a marcação e forçava a Austrália a abusar das bolas longas. Com a posse, a seleção africana começou a mostrar um time torto, voltado para o lado direito, onde aparecia Salah. Não durou muito.

Quando inverteu, o destaque era Mostafa Zico. Foi ele que arranjou uma falta ao lado da área. Salah rolou para Emam Ashour, que bateu prensado. Na sobra, como se fosse ensaiado, Karim Hafez cruzou bem onde Ashour, de 1,80m de altura, estava. De cabeça, ele não errou e abriu o placar.

Os egípcios passaram a ditar o ritmo do jogo. A Austrália carecia de repertório para criar jogadas. Os chutões e cruzamentos paravam na defesa do Egito. Nestory Irankunda, atacante de 20 anos e prodígio da seleção, pouco fez. Cristian Volpato concentrou o talento individual, mas sem desequilibrar na primeira etapa.

Os egípcios catimbaram desde o começo do segundo tempo. A Austrália se lançava ao ataque. Os jogadores do Egito caíam e pediam faltas. O goleiro Mostafa Shobeir segurou ao máximo o tiro de meta.

Quase do mesmo lugar da falta que originou o gol egípcio, a Austrália teve uma cobrança para si. Aiden O’Neill cobrou na área, buscando algum companheiro. Quem subiu mais, contudo, foi Mohamed Hany, marcando contra.

O futebol do time australiano não era vistoso, mas equilibrou o jogo, buscando mais participação do meio de campo. A equipe obrigou o adversário a ficar desconfortável e ter de voltar a procurar os ataques, abrindo novamente a partida.

O vigor australiano não durou até o fim. Os egípcios conseguiram se recompor e quase voltaram a ficar na frente. O goleiro Patrick Beach salvou mais de uma vez nos minutos finais, garantindo a prorrogação.

O tempo extra não mudou a dinâmica. Os erros se multiplicavam nos dois lados do ataque. O que era um jogo aberto virava candidato a uma das piores partidas do mata-mata deste Mundial.

O Egito cresceu na metade final da prorrogação, com mais pressão Salah apareceu mais e deu ao time as melhores chances do tempo extra, mas a defesa australiana se segurou.

Prevendo os pênaltis, Tony Popovic trocou o goleiro Patrick Beach, de 22 anos, pelo veterano Mathew Ryan, de 34. Na seleção desde 2012, Ryan entrou muito aplaudido em campo. Do outro lado, o meia Mahmoud Saber entrou só para bater.

A disputa de pênaltis nem havia começado e a massa vermelha rugiu para comemorar que as batidas seriam no lado deles. A vaia aos australianos transformou Arlington em Cairo.

Pela Austrália, Harry Souttar isolou logo na primeira cobrança. Jackson Irvine e Mohamed Touré marcaram. Lucas Herrington acertou o travessão. Mahmoud Saber, Ramy Rabia e Mohamed Salah, de cavadinha, acertaram para os egípcios, antes de Hossam Abdelmaguid fechar a conta.

O Egito enfrenta, nas oitavas de final, o vencedor entre Argentina e Cabo Verde, que jogam nesta sexta-feira, às 19h (de Brasília). A partida da próxima fase será na terça-feira, às 13h (de Brasília), em Atlanta.

LEIA MAIS: Oitavas da Copa: veja todos os jogos confirmados e o chaveamento até a final

FICHA TÉCNICA

AUSTRÁLIA 1 (2) X (4) 1 EGITO

AUSTRÁLIA – Patrick Beach; Lucas Herrington, Alessandro Circati e Harry Souttar; Jordan Bos (Kai Trewin), Jackson Irvine, Aiden O’Neill (Paul Okon-Engstler) e Aziz Behich; Cristian Volpato (Ajdin Hrustic), Nestory Irankunda (Mohamed Touré) e Connor Metcalfe (Awer Mabil). Técnico: Tony Popovic.

EGITO – Mostafa Shobeir; Mohamed Hany, Ramy Rabia, Yasser Ibrahim e Karim Hafez (Mahmoud Trézéguet); Marwan Attia (Mahmoud Saber) e Hamdi Fathi (Hossam Abdul-Majeed); Mohamed Salah, Emam Ashour e Mostafa Zico (Haissem Hassan); Omar Marmoush (Hamza Abdelkarim). Técnico: Hossam Hassan.

GOLS – Emam Ashour aos 13 minutos do primeiro tempo; Hany (contra), aos 9 minutos do segundo.

CARTÃO AMARELO – Haissem Hassan e Yasser Ibrahim.

ÁRBITRO – Gustavo Tejera (URU).

PÚBLICO – 70.244 presentes.

LOCAL – AT&T Stadium, em Arlington, nos Estados Unidos.



Source link

Leia mais

PUBLICIDADE