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Com lista totalmente renovada, conheça os 7 aeroportos mais bonitos do mundo em 2026


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Na maioria dos casos, projetos arquitetônicos de aeroportos têm um objetivo central: ser uma estrutura que facilite a experiência dos passageiros, da chegada na calçada do terminal até o portão de embarque. Em muitos lugares, porém, as ideias transbordam para o plano das artes.

Vários desses projetos, inclusive, chegam a ser premiados. É o caso de sete aeroportos que integram a lista do Prix Versailles 2026, um prêmio mundial de arquitetura e design que reconhece aeroportos, museus, hotéis e restaurantes.

A seguir, veja os grandes vencedores, apresentados em ordem aleatória! Nenhum aeroporto da lista do ano passado está elencado neste ano, e a relação de 2026 tem um terminal a mais do que em 2025.

Aeroporto Internacional de Guangzhou Baiyun – Terminal 3

Guangzhou, China

(Foto: Zhang Yonglin)

Inspirado na cultura milenar Lingnan, o terminal chinês (foto de capa deste post) funciona como um portal “dedicado ao estilo de vida”, destaca o Prix Versailles. Na ampla expansão do aeroporto, a natureza é o elemento que estrutura os espaços. O ciclo estilizado de nuvens, água e flores cria uma disposição intuitiva e iluminada naturalmente, com curvas fluidas que ajudam a orientar os viajantes.

(Foto: Li Wei)

O resultado remete à prosperidade da Rota Marítima da Seda, ao destacar  movimento, clareza e intercâmbio. Por meio de sequências de terraços, átrios e jardins – incluindo o mais alto deck público de observação ao ar livre de um aeroporto chinês – o Terminal 3 tornou-se um símbolo de hospitalidade, combinando vanguarda e tradição histórica.

Aeroporto de Frankfurt – Terminal 3

Frankfurt, Alemanha

(Foto: Divulgação/Frankfurt Airport)

O Terminal 3 de Frankfurt representa a concretização de um dos maiores projetos de infraestrutura do continente – ocupa uma área de 1,3 km², aproximadamente igual ao tamanho do centro da cidade de Frankfurt. Do ponto de vista arquitetônico, foi pensado como um ambiente urbano vibrante.

(Foto: Divulgação/Frankfurt Airport)

Seus píeres, portões de embarque e salas VIP reproduzem a lógica de ruas e praças de uma cidade. A estética é baseada em materiais nobres e tons acolhedores, como o mármore Jura (rocha sedimentar densa e resistente, extraída na Alemanha) e o travertino. Amplos espaços inundados por luz natural, graças às grandes superfícies envidraçadas, criam uma atmosfera tranquila ao mesmo tempo em que reduzem a necessidade de iluminação artificial.

(Foto: Divulgação/Frankfurt Airport)

A arquitetura, que combina convivência social e funcionalidade técnica, proporciona uma experiência de viagem em constante renovação. Um exemplo disso são três esculturas suspensas em formato de anel, compostas por discos de alumínio coloridos que giram continuamente, alterando permanentemente a percepção visual da instalação.

Aeroporto Internacional de Lokapriya Gopinath Bardoloi – Terminal 2

Guwahati, Índia

(Foto: Guwahati International Airport Limited)

Em Guwahati, o Terminal Internacional 2 proporciona uma experiência de chegada que reflete o espírito do nordeste da Índia. Localizado na encruzilhada entre o Sul e o Sudeste Asiático, a inspiração nasce na orquídea-bambu, símbolo da rica biodiversidade da região. Grandes tetos abobadados com formas orgânicas estruturam todo o edifício, fazendo uma referência às paisagens sagradas de Assam e às tradições arquitetônicas indígenas.

(Foto: Guwahati International Airport Limited)

Esses amplos espaços são complementados por padrões fluidos no teto que reproduzem os ritmos do rio Brahmaputra e de seus afluentes, guiando intuitivamente os passageiros por uma sequência de ambientes abertos e de fácil compreensão.

(Foto: Guwahati International Airport Limited)

Arte indígena, narrativas tribais e o artesanato local foram integrados aos interiores, transformando áreas de espera e espaços de transição em momentos de descoberta e contemplação. Nesse terminal, a expressão cultural não é apenas decorativa, mas sim um elemento espacial e emocionalmente integrado à jornada do passageiro.

Por meio do uso de bambu, iluminação natural passiva e princípios de design biofílico (o amor pela natureza e pelos seres vivos), o Terminal 2 combina sustentabilidade, identidade regional e conectividade global.

Aeroporto Internacional de Navi Mumbai – Terminal 1

Navi Mumbai, Índia

(Foto: NMIA)

O Aeroporto Internacional de Navi Mumbai, cujo Terminal 1 foi inaugurado em 2025, é uma verdadeira história de conquista: domar rios e montanhas, deslocar linhas de transmissão de alta tensão já existentes e recuperar áreas pantanosas do mar. Trata-se de uma obra épica que combina com habilidade arquitetura futurista e funcionalidade operacional.

(Foto: NMIA)

O design inspirado na flor de lótus estrutura toda a linguagem formal do projeto, incluindo os balanços que se estendem a partir da cobertura. Assim como a flor sagrada, o novo terminal “se abre” a cada dia, como pétalas desabrochando à luz da manhã. Uma sequência de portais geométricos conduz a experiência de chegada dos passageiros, estendendo-se para o interior como um teto contínuo que culmina em colunas inspiradas na lótus, marca registrada do projeto.

(Foto: NMIA)

Por fim, um programa cuidadosamente selecionado de arte digital reforça o caráter voltado para o futuro do terminal por meio de instalações dinâmicas e interativas posicionadas em pontos estratégicos de permanência dos passageiros.

Aeroporto Internacional de Techo

Phnom Penh, Camboja

(Foto: Nigel Young)

Embora seja um símbolo de renovação, este aeroporto localizado a 20 km ao sul de Phnom Penh transmite, à primeira vista, uma sensação de permanência e estabilidade. Seu nome deriva de um título concedido pelo rei a heróis há cerca de 500 anos e representa a “invencibilidade” do povo khmer (grupo étnico do Camboja).

(Foto: Nigel Young)

A infraestrutura está abrigada sob uma ampla cobertura contínua, projetada para priorizar curtas distâncias de caminhada entre a área de desembarque e os portões de embarque, além de facilitar a orientação dos passageiros. O telhado modular possui uma forma ondulante que atinge seu ponto mais elevado no centro do edifício, em uma referência aos palácios e templos do Camboja.

(Foto: Nigel Young)

Os tetos internos foram inspirados na tradicional técnica de cestaria e dão a impressão de terem sido tecidos com bambu e rattan, reduzindo a necessidade de ventilação mecânica e de iluminação artificial durante o dia. A vegetação acompanha toda a jornada dos passageiros pelo terminal, com árvores rumduol – símbolo nacional do Camboja – crescendo no grande vazio central do edifício.

Aeroporto Internacional de Pittsburgh

Pittsburgh, Estados Unidos

(Foto: Ema Peter)

Com sua ampla cobertura ondulada que remete às Montanhas Allegheny, nas proximidades, o Aeroporto Internacional de Pittsburgh surge como o mais novo símbolo da cidade, representando suas ambições em inovação e construção sustentável.

(Foto: Ema Peter)

O terminal reverencia a paisagem natural da região, com elementos de design biofílico que tornam quase imperceptível a transição entre os ambientes internos e externos. Um conjunto de 38 colunas de aço em formato de árvores cria uma cobertura acolhedora e familiar, inspirada nas florestas da região. Sustentado por amplas paredes de vidro, o espaço recebe abundante luz natural, enquanto quatro terraços ao ar livre oferecem aos viajantes acesso a ar fresco.

(Foto: Ema Peter)

Representando a herança local, o aeroporto destaca obras de artistas da região e o novo “Petal Tunnel”, inspirado no Fort Pitt Tunnel. A instalação também se destaca por sua eficiência energética, pela significativa redução das distâncias percorridas pelos passageiros e pelos recursos voltados ao conforto e à inclusão, tornando-se uma referência para o transporte aéreo global.

Aeroporto Internacional de San Diego International – Terminal 1

San Diego, Estados Unidos

(Foto: Ema Peter)

O Terminal 1 do aeroporto passou por uma transformação completa, juntamente com suas vias de acesso, estacionamentos e sistemas de transporte multimodal. Essa “revolução” reuniu algumas das mais avançadas expertises do setor para criar um portal cívico de alto desempenho, profundamente conectado ao clima, à cultura e à identidade regional de San Diego.

(Foto: Ema Peter)

A arquitetura organiza a jornada do passageiro de forma fluida e intuitiva, conduzindo-o naturalmente desde a calçada de acesso até o portão de embarque. Seu elemento mais emblemático é uma fachada curva de vidro com 244 metros de extensão. A estrutura distribui a luz natural pelo interior ao mesmo tempo em que reduz o calor e o ofuscamento, criando um ambiente amplo, iluminado e que remete aos calçadões e jardins da orla da cidade.

(Foto: Ema Peter)

Graças a um sistema que permitiu a remoção de colunas estruturais, o saguão de check-in tornou-se mais aberto e espaçoso, enquanto a pegada de carbono do projeto foi reduzida em 30%. Por fim, terraços ao ar livre com vista para a baía, salas de espera flexíveis e estabelecimentos comerciais locais contribuem para aumentar o conforto dos passageiros.

Vai viajar neste ano? Confira a lista dos próximos feriados de 2026!


Qual é o seu aeroporto favorito? Está na lista? Ou você prefere algum terminal que não foi escolhido pela Prix Versailles? Participe nos comentários!





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