Peça-chave como mote de campanha do candidato petista ao Buriti, Leandro Grass, o Banco de Brasília ficou meio esquecido quando se costurou o acordo para refinanciar suas contas.
Nesta quarta-feira, 8, o banco voltou ao centro das atenções de Grass (foto), que passou a cobrar a divulgação imediata do balanço, que já está com três meses de atraso.
É que chegou ao comando da campanha a informação de que o BRB concluiu as contas, mas decidiu adiar sua divulgação até que seja efetivado o aporte de R$ 6,6 bilhões negociado com o Fundo Garantidor de Créditos.
Pela estratégia do Buriti, haveria vantagem em esperar que o ingresso desses recursos – a injeção de fundos chegará a R$ 6,6 bilhões – reduza a visibilidade contábil do impacto dos negócios feitos com o Master de Daniel Vorcaro.
O balanço já está desenhado e, pelo que se sabe na Câmara Legislativa, esse esboço foi encaminhado pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, ao Banco Central.
A oposição, porém, quer a divulgação das contas antes de se completar a injeção de recursos.
Leandro Grass passou também a cobrar o resultado das auditorias feitas, para “saber o que elas detectaram sobre a corrupção no banco”.
Ao que tudo indica, diz o candidato da federação, “há muitas coisas conhecidas e que não querem que a população saiba”.
