O Ministério das Comunicações, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, apresentou os avanços da Rede Privativa do Governo Federal, projeto que cria uma infraestrutura exclusiva para órgãos públicos e permite a comunicação entre instituições que antes operavam em sistemas distintos.
Com investimento de R$ 1 bilhão e conclusão prevista para dezembro de 2027, a iniciativa da Rede Privativa Móvel já conecta a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), o Exército Brasileiro, a Polícia da Câmara dos Deputados e a Polícia do Senado Federal. Segundo o governo, a proposta é integrar comunicações em um ambiente único, seguro e integrado, ampliando a coordenação das operações e a capacidade de resposta em situações que exigem atuação conjunta.
Durante a apresentação, o ministro da Justiça, Wellington Lima, afirmou que o combate ao crime organizado exige cooperação entre órgãos de governo e forças de segurança. O secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Costa, disse que o projeto leva não apenas comunicação, mas também infraestrutura para as equipes, com soberania tecnológica como fundamento.
O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que o Estado precisava de uma infraestrutura própria, segura e preparada para situações críticas, sem depender das redes comerciais em casos de emergência, operações de segurança e grandes eventos.
Na frente da Rede Privativa Fixa, o ministério anunciou a ativação do primeiro cliente, a Agência Nacional de Mineração (ANM), em Aracaju (SE). A primeira etapa prevê a conexão de 12 prédios públicos por meio de uma infraestrutura dedicada de 75,5 quilômetros de fibra óptica. Entre os órgãos que passarão a utilizar a rede estão o INSS, o Ministério do Trabalho e Emprego, o DNOCS, o DNIT e o Iphan.
As próximas ativações estão previstas para começar em setembro de 2026 e alcançarão Macapá (AP), Rio Branco (AC), Goiânia (GO) e Vitória (ES). A Rede Privativa foi criada para conectar órgãos da administração pública federal por meio de uma infraestrutura exclusiva, independente das redes comerciais de telecomunicações, em projeto executado pela Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF), em parceria com a Anatel.
